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O holocausto no gueto do mundo
Todos o sabiam que após aquele estonteante beijo distantes muitos ficaram e a cada encontro
sentiam que mais longe se encontravam
Alguns conseguiram cumprir com sua meta outros morreram outros se fecharam e outros voaram
O encontro anual do Tabuleiro Xadrez é tudo um jogo perfeito onde visitantes os atores se acessam e quantas histórias!
Como no jogo reis rainhas damas cavaleiros torres bispos peões atrás do cheque-mate
Um egoísmo indecente emplastando o coração do homem a competir segurar armar amarrar se drogar é a ordem social
Oh meu amigo onde anda o sentimento do mundo
Cheio de lágrimas cheio de sangue exalando um hálito podre e velho
Peças impostas numa melancolia sem fim
Agora no auge da arbitrariedade há muito aceita surge um profundo desgosto na alma do mundo
Será que estamos acordando através do que pensamos ser pior do que o nosso diário
Enfaixados e cegos assistimos a peça traçada numa ordem criada onde como crianças abandonamos o real para nos entregarmos aos comodismos do conforto e brinquedos ou livros e ordens aos quais devemos obedecer sem nos olharmos
Que ordem é esta onde a injustiça corre solta e por que a maioria que desconhecida de sua força acata
A nós homens do mundo decidir a boa ventura ou a desventura
No quarto azul de hombrelindo a terra pinicada de vermelho abre a janela vemos vários mundos dentro de um só pequeno e furioso nos dizendo que explodir será a vitória da ignorância
Ainda em dia a obediência por um valor que para a vida pouco vale
O holocausto nos rodeia está aqui ali lá acolá em cima embaixo dos lados em todos os lugares
Não a Gaza não a arbitrariedade é luta sem fim para dignificar a vida sermos plenos menos velhos menos bobos menos feios
Nosso mundo nos pede socorro Tirem a venda dos olhos cuiu-cuius
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